Transcostal Train

Ontem deixamos a cidade de Christchurch e continuamos a nossa viagem de uma forma diferente: optamos por seguir de volta para a ilha do norte por trem! Basicamente existem duas opções turísticas que envolve trens aqui no sul, o TransAlpine que vai de Christchurch para Greymounth passando pelos montes, vales, fazendas, etc e o Transcostal que vai de Christchurch até Picton beirando na maior parte do trecho as praias do leste da ilha do sul banhado pelo Oceano Pacífico.

Como já passamos por Greymounth alguns dias atrás, ficaria inviável voltar para lá porque teríamos que passar mais uma noite por lá, não que isso seja extremamente ruim porque o hostel de Greymounth foi um dos mais agradáveis que estivemos até agora, o problema é que isso atrasaria nossa chegada à Auckland e precisamos estar lá nos dias 24 e 25 para conseguir participar de um workshop de música que será ministrado no prédio da Igreja em Morningside por Keith Lancaster, o irmão que iniciou o grupo musical Accapella.

Usando o Transcostal poderemos inclusive pular uma cidade, Kaikoura onde supostamente poderemos ver baleias (NZ$ 117,00/pp), contando com esse valor, acho que poderemos deixar isso para fazer no Brasil qualquer dia. Sendo assim, a idéia de ir direto para Wellington pulando Kaikora soou bem para nós. Compramos os bilhetes pela Internet (mais barato) e saímos às 5:45 da manhã para o terminal ferroviário, aqui eles tem serviço grátis de transporte para o terminal, nós só precisamos estar na hora certa em frente ao hostel.

Compramos a viagem incluindo o transporte de ferry até Wellington. Esse foi um dia bem agitado pois chegamos no terminal, pegamos o trem e depois de cinco horas de viagem no trem ficamos mais três horas no navio. Abaixo algumas poucas fotos dessa viagem de trem porque a Regiane queria tirar fotos com uma máquina analógica que ela fez o favor de trazer em nossa viagem.

Um dos vagões é aberto dos lados exatamente para tirarmos fotos e filmagens como pode-se ver por esssa foto da Regiane.

Também existe um vagão restaurante, nada muito xike mas tem algumas coisas “caras” para comermos e bebermos.

Algumas fotos que conseguimos do interior do trem:

Conseguir ficar no vagão aberto era quase impossível devido ao vento frio, mas os corajosos tinham que trazer lembraças!

Após chegarmos em Picton, pegamos o fery até Wellington, foi uma viagem massante mas por fim chegamos. Dentro do navio fomos encontrando algumas pessoas que fizeram alguns trechos da viagem conosco em algumas cidades da ilha sul, dentre essas pessoas uma garota da Inglaterra que nos falou que sua câmera fotográfica tinha sido furtada provavelmente dentro do hostel enquanto ela estava tomando banho. Foi muito chato saber disso e ela estava muito abalada, nem tanto pela máquina em si porque ela tem seguro e eles irão restituir o valor da máquina, mas o que a estava deixando triste era as fotos que ela tinha na máquina e não tinha feito cópias.

Ficou meio óbvio para a gente que apesar de ser um país bem seguro, aqui como em qualquer lugar existe o “ceromano” e para o “ceromano” vale o que o provérbio diz: “a oportunidade faz o ladrão”, não que se eu tivesse a oportunidade iria roubar alguém mas existem dentro desses hostéis pessoas do mundo inteiro e que passam no máximo três dias em cada hostel, na maioria das cidades nós mesmos não ficamos mais de um dia, oportunidades de se roubar alguma coisa não faltam, apesar de cada hostel ter a opção de guardar em cofres mas que o pessoal acaba não usando. Algumas vezes ficamos em quartos com quatro e até oito pessoas.

Voltando a nossa viagem: assim que chegamos em Welligton fomos deixados pelo pessoal de translado na ?estação de trem? onde poderíamos tomar um ônibus para o hostel se quisémos! Ora bolas não temos a menor noção de que ônibus tomar! Ficamos meio perdidos mas depois de olhar o mapa, percebemos que poderíamos chegar até o hostel à pé e assim economizar uma grana também e foi o que fizemos!

Foi só seguir a costa do mar que chegaríamos no hostel, no começo foi dificil, até uma mulher ao nos ver com cara de perdidos ofereceu ajuda (raras excessões à parte o pessoal daqui é excelente em quere ajudar), em trinta minutos chegamos no hostel, eu carregando uma mala, uma mochila e outra sacola e a Regiane com uma mochila e uma sacola!

Ao chegarmos no quarto designado pela recepção verificamos que tinha somente quatro camas e um casal da Coréia do Sul! Ficamos felizes pois quanto menos gente no quarto mais silêncio e menos bagunça de mala e de roupa. A Regiane aproveitou para tirar de vez a dúvida com relação a história de que os coreanos comem cachorro! E a notícia foi triste: sim, os caras comem cachorro! Segundo a menina não comem os cachorros de estimação da famíla (só faltava né) mas eles tem fazendas especiais que criam cachorros para abate e consumo. A menina, chamo menina porque impossível entender o nome dela, disse que ela mesma já experimentou uma vez mas não gostou do ensopado de cachorro! Outra coisa interessante que ela disse é que lá o comércio como lojas, shoppings, restaurantes, etc são todos 24 horas. Então não esqueçam: na próxima viagem vá até a Coréia e peça um legítimo cachorro quente, em qualquer restaurante, 24 horas!

Abaixo uma foto da janela de nosso quarto de manhã antes de partirmos.

A fachada do hostel em Wellington, capital da Nova Zelândia:

Teria ainda muito o que escrever, mas se eu fizer isso, além de longo o post a Regiane me mata porque ela quer dormir e estou escrevendo no quarto!

Até +